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Hoje disponibilizamos o recente artigo contra as touradas de Domingos Antom Garcia Fernandes, ex-coordenador da Aula Castelao de Filosofia e pensador marxista que tem contrubuido com diferentes movimentos sociais da comarca, nomeadamente a esquerda independentista. Eis o tedes:

Prestes a começar as touradas da Peregrina em Ponte Vedra nom está por demais recordar que som alheias à nossa cultura e que 80% da populaçom é contrário às mesmas (em modo algum se trata dumha tradiçom).

E cumpre assim mesmo recusar umha série de mitos como:

A tam espalhada ideia de que há que preservar as tradiçons – umha tradiçom, a das corridas, que na Galiza, já se indicou, nom seria tal -. Porém nom fica de sobejo explicitar que entender por tradiçom. De acudir a María Moliner: “passagem dumhas geraçons a outras através da vida dum povo, umha família, et cetera, de notícias, costumes e criaçons artísticas colectivas.” E de o fazer ao Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa: “transmissom de valores espirituais…” ou “conhecimento ou prática que provém da transmissom oral ou de hábitos inveterados.”

Sublinhemos o de colectividade, valores espirituais ou hábitos inveterados (rem a ver com a festa dos touros). Amais disso nom por algo ser tradicional tem de ser mantido, há costumes a erradicar o antes possível por ser defesa de destruiçom e violência.

Que o touro é umha raça brava. Nom, seriam mestiços (é doado consultar estudos na rede) sem raça determinada, umha casta de pseudorraças de Bos Taurus com agressividade instintiva quando som provocados ou assediados característica, a agressividade, que partilham com outras muitas espécies e mesmo com exemplares de outras raças bovinas. Nom se decidiu, por negócio, criar um protótipo e os touros de lide de ontem nom se parecem aos de hoje e, a bom seguro, tampouco aos de amanhá.

Que o touro é agressivo. Rem de rem. É um ruminante pacífico que somente deseja se esgueirar da praça, fugir dos magarefes, pastejar e ruminar em paz, de nom ser por toda umha panóplia de torturas para o irritar e dilacerar, para o louquejar de dor e o obrigar a combater.

Que o toureio é umha arte. De voltar ao María Moliner, arte por antonomásia seria “a actividade humana dedicada à criaçom de cousas belas” . Semelha que deveria ser um processo criativo para dar e nom apagar vida. Aniquilar nom engrandece. A formosura nom está na morte, no estrago, na danificaçom, na degradaçom. Na arte há de primar o biófilo fronte ao necrófilo.

As corridas fam parte do panem et circenses, das velhas carniçarias de animais e humanos, das queimas de hereges, dos grosseiros espectáculos para as massas (ir passar o domingo), do guilhotinar público… É no século XVIII, ou mesmo no XIX, quando esta má-criaçom, em paralelo com a Ilustraçom, diminui em toda a Europa, nom o fai no Estado espanhol anti-ilustrado, que nom só nom proíbe estes divertimentos, ao contrário, impulsiona-os, regulamenta, muda em oficiais, preside… E como ideologia de mascarada umha série de mitos baseados na mais espessa ignorância.

Os mal chamados festejos som actuaçons cruéis com puas, farpas e estocadas. Traia-se à memória que é o córtex cerebral o que nos diferência dos outros mamíferos e permite que falemos, calculemos ou sejamos artistas. Porém as emoçons, o prazer, a dor, os medos, os anseios, as ledícias e as frustraçons som compartilhadas. Os centros de prazer e dor no sistema límbico fam parte das estruturas em comum.

As puas lesionam apófises espinhosas de vértebras, podem provocar hemorragias que cheguem a 18% do volume sanguíneo…

As farpas provocam lesons musculares, de vasos sanguíneos e nervos.

As estocadas quase que endejamais desembocam numha morte rápida ao estar deslocadas e o touro afoga no seu próprio sangue.

Nom me vou adentrar em argumentos tam à moda a respeito dos Direitos dos Animais ou falsos razoamentos sobre a sobrevivência das pastagens (de certo que som um património natural de grande valor e lugar de passagem de aves e outros animais), que transformadas en reservas naturais podem acolher bovinos em liberdade e ser compartidas com outras espécies. As devanditas pseudorraças de lide nom tenhem de deixar de ser ao se suprimir as touradas e os antitaurinos de certo que lutaríamos para os proteger.

Para rematar unhas consideraçons acerca de Ética e Moral, pois usufruir desses festejos implica umha degradaçom moral, umha sensibilidade atordoada.

A Ética estaria ligada ao comportamento racional do indivíduo corpóreo e alicerçaria-se no princípio de conservaçom da esfera corpórea (fortaleza) e no de solidariedade com outras esferas corpóreas (generosidade).

A Moral abrangeria as normas vinculadas aos mesmos indivíduos corpóreos, mas em tanto que membros de grupos, comunidades, sociedades, culturas… Mesmo os seus princípios podem colidir com os imperativos éticos. Em todo lugar e tempo costumam referir-se à isonomia, à justiça recíproca… e sempre há umha incomensurabilidade entre as esferas ideal e real de aplicaçom.

Nom se vai cair em aplicar aos touros discursos antropomórficos e os olhar como seres humanos.

Mas sim convidar a reflectir arredor das supraditas fortaleza, generosidade, isonomia e justiça. Sentir prazer com espectáculos cruéis, violentos, nom invalidará essas virtudes?

@s companheir@s   de Galizacontrainfo publicárom no seu site um interessante vídeo que agora disponibilizamos para tod@s vós. Que o desfrutedes!

Após o sucesso da convocatória unitária da manifestaçom do Sábado 31, a Plataforma quer fazer pública a sua satisfaçom polo número de assistentes alcançado (no momento mais concorrido chegou a perto dum milheiro de pessoas). Além do mais, o nosso colectivo quer agradecer a cada umha delas a sua presença na rua, e a todo o resto de organizaçons e agrupaçons que permitirom que o Sábado passado fosse o dia forte do movimento antitouradas em Ponte Vedra.

A seguir, reproduzimos a valorizaçom pormenorizada que a PAPV fai do evento. Nos próximos dias subiremos umha galeria das melhores fotos da jornada, umha saudaçom!

A força da unidade

 Se algo ficou claro o passado Sábado, é que a unidade do movimento antitaurino soma. A superaçom do cenário do ano passado, no que se chegárom a plantejar duas mobilizaçons que concorriam entre si foi felizmente superado, atingindo a manifestaçom contra a tauromáquia mais numerosa da que temos notícia em Ponte Vedra, chegando segundo diversos médios a perto dum milheiro de assistentes.

 Também foi a primeira que nom era convocada em solitário por um colectivo antitouradas, se nom que além das duas entidades existentes na comarca partipárom activamente numerosos sectores: Desde o ambientalismo, até a esquerda independentista, o anarquismo ou o nacionalismo institucional.

 Mais um passo face a erradicaçom das touradas

 Da PAPV nom podemos se nom aledar-nos de que o caminho que iniciamos em 2008 com a convocatória da primeira manifestaçom contra as touradas tenha três anos depois um eco muito mais contundente do que as 300 pessoas que naquela primeira mobilizaçom acertamos a juntar-nos.

 Este ano, optamos por rebaixar o nosso perfil público, centralizando os nossos esforços em propiciar umha mobilizaçom comum, ampla e abrangente; que respeitasse a pluralidade ideológica e permitisse encaixar as diversas expressons do movimento antitouradas.  Esta convocatória é um primeiro passo para avançar face o objectivo que nos une, maliá a que em muitas ocasions as entidades convocantes, especialmente as antitouradas, tenhamos umha focagem e análise claramente diferente sobre o fenómeno das touradas em Ponte Vedra.

 A aprovaçom da ILP na CAC e as perspectivas galegas

 Da PAPV queremos parabenizar aos/às companheir@s cataláns que conseguirom levar avante a ILP e aprovar a erradicaçom das touradas em parte do seu território nacional para o ano 2012. Maliá isto, somos conscientes de que as duas realidades, a galega e a catalana, som mui diferentes, e de que o alto nível de consciência nacionaL catalám jogou um papel determinante.

 A nossa realidade nacional é diferente, e ainda nos falta caminho por percorrer, maliá estarmos a transitar polo sendeiro correcto, o da mobilizaçom e denúncia. Os três grandes partidos maioritários (PP, PSOE e BNG) nom vam a ser os artífices do cámbio. Uns porque defendem e financiam as touradas directamente, ou som cúmplices da sua celebraçom, ou no melhor dos casos, as empregam de jeito oportunista como arma eleitoral quando se acham na oposiçom. Proibir as touradas em concelhos onde nom se realizam nom supom nada a nengumha força política. Quando estes partidos ham de enfrentar a celebraçom das torturas no seu próprio município, todo cámbia.

 Pola nossa parte, continuaremos a pé de rua, dispost@s a seguir avançando pola erradicaçom desta “festa” sádica, machista, imposta e violenta que nada tem aportado de bom a esta cidade nem a este País.

O próximo Sábado dia 31 partirá da Praça da Peregrina a manifestaçom antitouradas deste ano. A convocatória desta mobilizaçom cumpriu os desejos da grande maioria do movimento antitouradas, já que conta com a feliz característica de nascer dumha convocatória unitária.

Assim, continua-se o caminho da sua predecessora em 2008, convocada pola nossa Plataforma em solitário e com  um modesto mas satisfatório resultado. Dous anos depois, com nov@s companheir@s de viagem, encaramos a terceira manifestaçom contra a festa da tortura, da violência, do fascismo  espanhol e do machismo.

Do nosso colectivo parabenizamos a todas as associaçons e organizaçons que se somárom por primeira vez este ano, sinal inequívoco de que a sinceira unidade tem um efeito multiplicador de forças imprescindível para o sucesso desta luita.

Sem mais, convidamos-vos a tod@s a participar da mobilizaçom, e reproduzimos o comunicado unitário:

A TORTURA NOM É ARTE NEM CULTURA. POLA ABOLIÇOM DAS TOURADAS

As touradas estám baseadas na tortura, a dor e a crueldade com o touro. Transmitem valores negativos, como o uso injustificado da violência, o desprezo dos direitos dos animais, o gozo com a tortura e o maltrato animal. Segundo a Declaraçom universal dos direitos dos animais, artigo 11: “todo acto que envolver a morte de um animal sem necessidade é um biocídio”.

As tradiçons devem funcionar como suporte do que nos define e constrói, mas também do que esperamos no futuro. Aquelas que estám sustentadas na violência e no aniquilamento nom fam mais que perpetuar comportamentos que devem ser rejeitados pola sociedade.

Aliás, para os galegos e as galegas, as touradas nom tenhem nada a ver com a nossa história nem com a nossa cultura, cheia de tradiçons populares que esmorecem e que sim som dignas de recuperaçom.

AS TOURADAS PAGAMO-LAS TODAS/OS: 564 milhons de euros de ajudas públicas em 2010

As temporadas taurinas, as escolas e as gadarias som financiadas com dinheiro público que também pagamos as galegas e os galegos, que quem menos interesse temos nas touradas em todo o Estado. Segundo diversos inquéritos, 90% consideramos que a tortura dos animais como divertimento deve ser suprimida, e a imensa maioria da populaçom nunca assistimos nem assistiremos a umha corrida de touros.

Por todo isto demandamos:

1. O cessamento imediato de ajudas encobertas às touradas por parte de todas as instituiçons públicas, nomeadamente a Deputaçom de Ponte Vedra, principal suporte público na nossa cidade.

2. Que o Parlamento da Galiza modifique a Lei 1/1993, de Protecçom de animais domésticos ou selvagens em cativeiro, que exclui no seu artigo 5º as touradas, para que proíba estas actividades.

3. O cessamento do uso de espaços públicos para a promoçom das touradas, assim como a supressom nos programas de festas editados pola nossa cámara municipal.

4. A declaraçom de Ponte Vedra como “Cidade antitouradas e amiga dos animais”.

5. A reconversom da praça de touros num coliseu para espectáculos culturais e concertos.

CONVOCAM: APDR , ADEGA, BRIGA, C. Ecoloxista do Salnés, Coordenadora Antitouradas de Ponte Vedra, CNT , C.S Revira, Galiza Nova, Plataforma Antitouradas de Ponte Vedra, NÓS-UP, Os Chichisos, Protectora “Os Palleiros”, Vaipolorio, Verdegaia.

Maio 09 077Após de mais de mês e médio de intensa actividade e coincidindo com o dia oficial do final das touradas (hoje dia 15), a Plataforma Antitouradas de Ponte Vedra pom fim ao seu terceiro ano de trabalho consecutivo em prol dumha cidade livre da exaltaçom da tortura animal que o fascismo impuxo e financiou desde o mais escuro do franquismo, e que na actualidade segue a dar-lhe cobertura. As jornadas antitouradas dos dias 8 e 9 de Agosto começárom o Sábado com diversas actividades agitativas, como boicote de painéis e a colocaçom de faixas polos pontos mais transitados da cidade.

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Já para a tardinha, às 19 h na Peregrina começárom a concentrar-se as pessoas que participariam na marcha antitouradas que conseguiu atingir mais de 60 pessoas nesta actividade reivindicativa que levou a cultura galega e a sua música às ruas da nossa cidade no momento do ano no que o ataque à nossa identidade é mais abafante. Além de diversas bandeiras da plataforma, da pátria e a música tradicional que acompanhou todo o percorrido, berrárom-se diferentes consignas como A tortura nom é arte nem cultura, José Tomás assassino, As touradas som a festa do fascismo, Ponte Vedra Antitouradas, Touradas fora da Galiza, Quem queira, quem nom, touradas aboliçom… Ao mesmo tempo, os diferentes painéis de publicidade taurina com os que a marcha se encontrava eram boicotados com palavras de ordem e sangue. Para fechar o acto deu-se leitura a parte do manifesto da PAPV, com as principais reivindicaçons que fazemos ante o concelho da cidade que tolera as touradas (BNG-PSOE) e a Deputaçom provincial (PP), principal financiador público.

Já o Domingo, tivo lugar o acto final, umha festa antitouradas no local Fifty Fifty no casco velho da cidade, à que assistiu mais de cento e médio de pessoas, principalmente jovens, ao longo das duas pinchadas de hip-hop e drumm´n bass que Dj Rapu e Dj Óscar realizárom para rematar dum jeito lúdico a fim de semana reivindicativa.

Desde a PAPV avaliamos como parcialmente positiva a actividade este ano, já que se bem é constatável um crescimento do movimento antitouradas e da sua visivilidade na rua;  também o é que a fractura e divisom som umha barreira de gigante para avançarmos na consecuçom dumha Ponte Vedra sem touradas. Conseguir fechar esta fenda é um passo imprescindível para o afortalamento do movimento antitouradas, para o que como já expressamos ao longo destas semanas, na Plataforma estamos sempre dispost@s .

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A Plataforma quere fechar a jeira de actividades deste ano com duas novas citas coincidindo esta vez com a finalidade das touradas.

Como já vos informamos com anterioridade para o Sábado às 19h temos previsto o Passaruas Antitouradas que marchará pola cidade reivindicando que a tortura animal da festa do espanholismo, do fascismo e do machismo nom é bem-vinda na Galiza alem de assinalar aos principais responsaveis: A Deputaçom de Ponte Vedra (PP) como principal financiadadora e ao Concelho de Ponte Vedra (BNG-PSOE) pola sua mais que manifesta cumplicidade.

Para rematar o fim de semana o Domingo 9 terá lugar a festa antitouradas no local Fifty-Fifty desde as 23h da noite com o Dj Rapu e o Dj Óscar. Aguardamos-vos!!

Avante a luita antitouradas!!

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Esta manhá membros da Plataforma Antitouradas de Ponte Vedra (PAPV) apresentarom em registro as mais de 500 assinaturas recolhidas nas últimas semanas para que a cidade do Leres se declare antitouradas e amiga dos animais.

Da Plataforma queremos expressar o nosso profundo agradecimento a todas aquelas pessoas que se achegarom as nossas mesas com a sua calorosa resposta e que figerom possível chegar em tam pouco tempo a conseguir este número de assinaturas. Nom há marcha atrás, já somos muit@s @s que luitamos para que Ponte Vedra, em particular,  e Galiza, em geral,  sejam de umha vez por todas antitaurinas.

Disponibilizamos na íntegra as reivindicaçons recolhidas nas folhas de assinaturas: 

Assina para abolir da cidade de Pontevedra os espectáculos que se basseiam no maltrato e sofrimento infligidos aos animais, nomeadamente a lidia de touros.

Nom soamente nos atopamos ante unha tradición alheia, cruel e sanguenta, se nom que incumpre abondosa legislaçom estatal e comunitária em matéria de direitos dos animais. Segundo os enquéritos Galiza está à cabeça no sentimento antitouradas e um aplastante 86% da populaçom (Gallup 06) manifesta nom ter interesse algum nesta tradiçom importada e sem arraigo popular.

 As touradas nom fam mais que denigrar a imagem da nossa cidade e por tanto revindicamos:

 -Cesse inmediato de ajudas de qualquer tipo por parte das instituiçons, nomeadamente da Deputaçom de Ponte Vedra, principal financiador público.

 -Declaraçom por parte do Concelho de Ponte Vedra como “Cidade Antitaurina” e “Amiga dos Animais”.

 -Supressom das touradas como reclamo turístico por parte das instituciçons públicas.

 -Erradicaçom do uso de espaços públicos para a promoçom da “Feria Taurina”.

 -Instar à Junta a aprovar umha “Lei de Protecçom Animal” que proíba as touradas e espectáculos

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